Monte Santo de Minas – Minas Gerais

Monte Santo de Minas
Minas Gerais – MG Histórico

O nome de Monte Santo de Minas originou-se devido à topografia do terreno em que se encontra edificada a cidade, um planalto entre dois contrafortes da serra da Mantiqueira. Anteriormente foi denominado São Francisco do Tijuco Preto, nome este motivado pela existência de um barro argiloso e pegajoso, cor preta, no córrego próximo ao povoado e que constituía verdadeiro pesadelo para os carroceiros e tropeiros que vinham de Jacuí.  Em 1855, quando a povoação contava 35 anos de sua fundação, foi o então distrito elevado à categoria de freguesia com o nome de São Francisco do Monte Santo, isto por um acordo entre missionários católicos que ali estiveram na época e o povo.

Conforme tradição corrente, os primeiros habitantes do município, foram os garimpeiros que andavam à cata de ouro pelo território de São Carlos do Jacuí, vindos das lavras do Funil, Oliveira e outros velhos municípios mineiros.   Fixaram-se em São Carlos do Jacuí e, posteriormente, demandaram os lugares circunvizinhos, num prévio reconhecimento do terreno da região. Atraídos pelas  belezas naturais e a fertilidade do solo, abandonaram o garimpo e se dedicaram aos trabalhos da agricultura e o conseqüente desbravamento das matas do lugar. As primeiras penetrações no território  municipal     se  deram  por  volta  de  1818-1820,  data  mais  remotas  de  que  se  tem conhecimento na história do município.

O povoado, como tantos outros que despontaram nessas Minas Gerais, surgiu com a doação do patrimônio territorial e a construção de uma capela.  A doação, conforme escritura lavada no Cartório de Notas de Jacuí, foi feita por João Ferreira Costa, Inácio Alves de Lima e José Ferreira. A capela, para cuja construção foi pedida licença ao Bispo de São Paulo, foi levantada no local onde hoje se ergue o edifício da Escola Normal e Ginásio Oficial  A . Paiva, sob a invocação de São Francisco  do  Tijuco,  sendo  o primeiro  pároco  o padre  Machado.    Essa  capelinha  foi  um dos primeiros serviços executados no município pelo homem escravo, sendo empregada, quase tão somente, em sua construção, a mão-de-obra dos negros cativos. Ao derredor dessa pequena capela, foi aos poucos surgindo o casario e, em 1839, o povoado foi elevado a distrito de paz com a denominação de “Tijuco”.  Em 1845, o padre Machado era substituído pelo padre Antônio Xavier da Costa que paroquiou o distrito até 1870.   O padre Xavier faleceu logo depois dessa data, na cidade de Lençóis Paulista.

Fundado o arraial, este progredia bastante, para ali afluindo grandes levas de colonos, seduzidos pelas notícias da fertilidade do solo e pela amenidade e salubridade do clima.

O historiador mineiro Bernardo S. da Veiga, no seu trabalho histórico de 1885, dá sobre a antiga freguesia os seguintes informes:  “Ao Comendador Francisco Coelho M. Claro, falecido a 6 de  fevereiro  de  1861,  deve  essa  povoação  a  São  Francisco  das  Chagas,  padroeiro,  e  que  foi construída a expensas daquele distinto cidadão.   Outrora esta localidade era conhecida com a denominação  de  Tijuco;  este  nome  foi  mudado  para  o  que  atualmente  a  distingue,  pelos missionários católicos que aqui estiveram”.

Exercem atividades extraordinárias nos primeiros ciclos do povoado, arraial e cidade de São Francisco do Monte Santo os seguintes habitantes: José Ferreira Barbosa, Inácio Alves de Lima, Valentim Leão Alemão e João Ferreira da Costa.  Posteriormente apontam-se os seguintes:  Elias Marçal, Amâncio de Moraes Preto, capitão JOSÉ Gomes, Francisco Antônio da Luz, Urias Coelho Monte Alegre, Vicente Ferreira Carvalhaes, Joaquim Pereira Quinette e Dr. Francisco Augusto Pereira Lima.  Dos antigos, o nome mais notável foi, sem dúvida, o do Comendador Coelho – Francisco  Coelho  M.  Claro.    Homem  nobre  ,inteligente  e  de  grande  atividade,  mereceu  do Imperador da Ordem de Cristo.  De uma de suas viagens ao Rio de Janeiro, trouxe as primeiras sementes de café que plantou na Fazenda de Engenho, de sua propriedade.

Data de maio de 1909 o contrato firmado pela Câmara Municipal para a iluminação elétrica da cidade.

Hoje temos o município de Monte Santo de Minas desnudo de matas, é certo, mas revestido de belas lavouras de café, cereais, pastagens naturais, mas seus campos áridos em nada mudaram, a não ser o desaparecimento dos mesmos de suas  aves com cantos diversos, que tornavam a aridez de uma sensação estranha extasiando o viajante.

 

Gentílico: montessantense
Formação Administrativa

 

Distrito criado com a denominação de Monte Santo, pela lei provincial nº 908, de 08-06-1858, e lei estadual nº 2, de 14-09-1891, subordinado ao município de Jacuí.

Elevado á categoria de vila com a denominação de Monte Santo, pelo decreto estadual nº 243,  de  21-11-1890,  desmembrado  do  município  de  Jacuí.  Sede  na  antiga povoação de  São Francisco do Monte Santo. Constituído do distrito sede. Instalado em 03-01-1891.

Pelo decreto estadual nº 152, de 22-06-1890, e lei estadual nº 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Posses e anexado ao município de Monte Santo.

Elevado à condição de cidade com a denominação de Monte Santo, pela lei estadual nº 23, de 24-05-1892.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 2 distritos: Monte Santo e Posses.

Nos quadros do recenseamento geral de 1-IX-1920, o município aparece constituído de 2 distritos: Monte Santo e São João Batista dos Posses (ex-Posses).

Pela  lei  estadual  nº  843,  de  07-09-1923,  é  criado  o  distrito  de  Milagres  ex-povoado  e anexado ao município de Monte Santo. Pela mesma lei desmembra do município de Monte Santo o distrito de São João Batista dos Posses, para formar o novo município de Arari.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 2 distritos: Monte Santo e Milagres.

Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município aparece constituído do distrito sede. Não figurando o distrito de Milagres.

Pelo decreto-lei estadual nº 1058, de 31-12-1943, o município de Monte Santo passou a denominar-se Montesanto.

No  quadro  fixado  para  vigorar  no  período  de  1944-1948,  o  município  já  denominado Montesanto (ex-Monte Santo) é constituído do distrito sede.

Pela lei nº 336, de 12-12-1948, o município de Montesanto tomou a denominação de Monte Santo de Minas. Pela mesma lei é criado o distrito de Milagre e anexado ao município de Monte Santo de Minas.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 2 distritos: Monte Santo de Minas e Milagre. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Alterações toponímicas municipais

Monte Santo para Montesanto, alterado pelo decreto estadual nº 1058, de 31-12-1943. Montesanto para Monte Santo de Minas, alterado pela lei nº 336, de 12-12-948.

Fonte: Enciclopédia dos Municípios Brasileiros – Volume XXVI ano 1959.

Fonte: BIBLIOTECA IBGE

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